Chuva que molha a terra seca,

Prenúncio de produção abundante,

Sinal de que o filho do homem haverá de comer

A fome ao certo estará mais distante.

O grão da procriação haverá de ser lançado à terra,

A germinação da fartura depende desse gesto,

Do contrário não haverá paz na cidade e sertão,

E a aridez continuará alimentando a miséria.

Ao homem cabe a decisão, o fruto na mesa,

ou o ócio da preguiça, da fome e da desilusão,

Do rosto faminto da criança sem esperança,

Do sonho desfeito pela falta da ação.

A semente no contato com a terra,

eclode em vida nova, que cresce e multiplica,

fornecendo o produto para o sustento e união.

Aqui o homem se renova e cumpri sua missão.

Criança nutrida e feliz, futuro da nação,

Pode agora receber o abraço alegre do pai,

E o beijo doce da mãe realizada,

Cumpriu-se aqui mais uma jornada.

E Cristo na sua onipresença, lá de cima,

Olhando, vê a criança repleta de alegria,

Na certa, abre um sorriso e pensa,

Pai nosso de cada dia…seus filhos não esqueceram a lição!

Jales Paniago – caderia 23

Academia Palmense de letras (APL).

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