Estou presa. Sinto-me no mar e estou sendo sargaço. Um laço de sargaços dormindo no mar escuro e isso é muito excitante pois não há medo. Não desespero,  espero nova água quente. Estou fervente, explodirei com  água  sal. Tudo é impacto e sei disso. É o mundo moderno do mar. Estamos em vida e na água perdidos nessa imensidão do viver. E viver é justamente isso: uma indefinição fluidificada. Seres tão fluidos e desencontrados. Sinto que minha mente mente mente mente. Estar numa cidade grande é perder-se no pequeno. E aqui quando tenho sono desperto. E sonhando acordo.

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